segunda-feira, 21 de janeiro de 2013


FUTURISMO

O Futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX, o manifeto dizia que “o esplendor do mundo enriqueceu-se com uma nova beleza: a beleza da velocidade. Um automóvel de carreira é mais belo que a Vitória de Samotrácia”.

No primeiro manifesto futurista de 1909, o slogan era Les mots en liberté (“Liberdade para as palavras”), e considerava o design tipográfico da época, especialmente em jornais e propaganda. A diferença entre arte e design passa a ser abandonada e a propaganda é escolhida como forma de comunicação.

O novo é uma característica tão forte do movimento, que este chegou a defender a destruição de museus e de cidades antigas. Exaltava a violência e considerava a guerra como forma de higienizar o mundo.

O futurismo desenvolveu-se em todas as artes, influenciando vários artistas que posteriormente instituíram outros movimentos modernistas. Repercutiu principalmente na França e na Itália, onde vários artistas, entre eles Marinetti, se identificaram com o fascismo.

Características do Futurismo:

- Desvalorização da tradição e do moralismo;
- Valorização do desenvolvimento industrial e tecnológico;
- Propaganda como principal forma de comunicação;
- Uso de onomatopéias (palavras com sonoridade que imitam ruídos, vozes, sons de objetos) nas poesias;
- Poesias com uso de frases fragmentadas para passar a idéia de velocidade;
- Pinturas com uso de cores vivas e contrastes. Sobreposição de imagens, traços e pequenas deformações para passar a idéia de movimento e dinamismo;


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Tags: Filippo Tammaso Marinetti, Futurismo, Movimento Futurista, Vanguardas Européias

Manifesto Futurista, do Italiano Filippo Tammaso Marinetti

A seguir o Manifesto Futurista, do italiano Filippo Tommasio Marinetti, publicado no jornal parisiense Le Figaro em 1909.

1. Pretendemos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e do destemor.

2. A coragem, a audácia e a revolta serão os elementos essenciais da nossa poesia.

3. Até agora, a literatura exaltou a imobilidade, o êxtase e o sono pensativos. Nós tencionamos exaltar a ação agressiva, uma insônia febril, o passo do atleta, o salto moral, o soco e a bofetada.

4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma nova beleza da velocidade. Um carro de corrida cujo capô é adornado de grandes tubos, qual serpentes de hálito explosivo – um automóvel que ruge e parece cavalgar uma metralha é mais belo que a Vitória de Samotrácia.

5. Queremos cantar o homem ao volante, que percorre a Terra com a lança de seu espírito, traçando o círculo de sua órbita.

6. O poeta deve consumir-se de ardor, esplendor e generosidade; dilatar o fervor entusiástico dos elementos primordiais.

7. Não há beleza senão na luta. Nenhum trabalho sem caráter agressivo pode ser uma obra prima. A poesia deve ser concebida como um ataque violento ás forças desconhecidas, deve reduzi-las e prostá-las aos pés do homem.

8. Nós estamos no último promontório dos séculos! [...] Por que olhar para trás se o que queremos é arrombar as portas misteriosas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Já estamos vivendo no absoluto, porque criamos a velocidade eterna e onipresente.

9. Glorificaremos a guerra – a única higiene do mundo -, o militarismo,  o patriotismo, o gesto destrutivo dos portadores da liberdade, as belas idéias pelas quais vale a pena morrer e o desprezo pela mulher.

10. Destruiremos os museus, as bibliotecas, as academias de toda sorte, cambateremos o moralismo, o feminismo, toda covardia oportunista ou utilitária.

11. Nós cantaremos as grandes multidões estusiasmadas pelo trabalho, pelo prazer e pela insurreição; cantaremos as ondas multicolores e polifônicas da revolução das capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e estaleiros iluminados por luas elétricas; nuvens ambiciosas pelas linhas arqueadas de sua fumaça; ponte que atravessam rios qual ginastas gigantes, reverberando o sol com o fulgor das navalhas; vapores aventureiros que farejam o horizonte; locomotivas de peito ancho, cujas rodas lavram os trilhos como os cascos de enormes cavalos de aço arreados com tubulações; e o  vôo elegante dos aviões cujas hélices rascam aos ventos qual estandartes e que parecem levantar vivas qual uma multidão entusiasmada.

(In: Richard Humphreys. Futurismo. São Paulo: Cosac & Naify, 2001. p11.)
Como Estudar para o Vestibular


Para ser aprovado no vestibular é necessário muita dedicação, vontade e paciência.

É muito importante manter um ritmo de estudo, a disciplina é fundamental, e mais importante do que estudar é aproveitar bem o tempo de estudo.

Procure um lugar sossego ou espaço adequado para poder estudar sem desvios de atenção, distrações fazem você perder a concentração e conseqüentemente a produtividade.

Programe um roteiro de estudos para uma semana. Isso ajudará você a manter o ritmo e a disciplina, o que é fundamental para um bom desempenho no vestibular.

Exemplo:
- Segunda: Matemática
- Terça: Física
- Quarta: Português
- Quinta: Química
- Sexta: Biologia
- Sábado: História – Geografia
Obs: não existe tempo determinado para estudo, estude quanto tempo aguentar dentro do seu limite, foque nas matérias que você mais possui dificuldade, caso não consiga saná-las através de uma pesquisa procure um professor ou fóruns na internet. Várias pessoas respondem dúvidas na internet sem cobrar nada por isso, apenas por gostar de ajudar.

Reserve um dia da semana para descansar. Durante esse período de estudos é muito importante relaxar para evitar descarga de adrenalina desnecessária o que pode causar alguns problemas como falta de memória.

O sono é muito importante, visto que é durante ele que o seu cérebro separa as informações que devem ser armazenadas das que serão esquecidas.

Portanto, ser aprovado no vestibular não exige necessariamente noites mal dormidas e estresse. O estresse é natural, mas pode ser reduzido de modo que você não deixe sua vida completamente de lado para conseguir entrar em uma faculdade.


fonte : http://estudandoparaovestibular.wordpress.com

domingo, 5 de junho de 2011

“O enfrentamento do Bullying, além de ser uma medida disciplinar, também é um gesto cidadão tremendamente educativo, pois prepara os alunos para a aceitação, o respeito e a convivência com as diferenças.”
Içami Tiba

quinta-feira, 19 de maio de 2011


     
Uma crônica é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou científicos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal.
      Crônica é um gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.
       A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.
      Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção e fantasia, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
     A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam. Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.
      Em resumo, podemos determinar cinco pontos:

  Narração histórica pela ordem do tempo em que se deram os fatos.
 Seção ou artigo especial sobre literatura, assuntos científicosesporte etc., em jornal ou outro periódico.
   Pequeno conto baseado em algo do cotidiano.
  Normalmente possui uma crítica indireta.
       Muitas vezes a crônica vem escrita em tom humorístico.

domingo, 9 de janeiro de 2011

A Leitura e a Produção de Textos devem ser
Atividades obrigatórias na sala de aula e em casa

O aluno deve se tornar um Leitor e Autor de textos. Para tal, o educador deve disponibilizar textos, os mais diversos para leitura, como, por exemplo: Texto Narrativo, Poema, Fábula, Parlendas, Adivinhações, Conto, História em Quadrinhos, Texto Informativo, Receita Culinária, Bula de Remédios, Texto Imagético ( Fotografia, Pintura em Tela, Desenho e outros ), Charges, Crônica, entre outros.

O educador deve propiciar um ambiente acolhedor e adequado ao ato de ler, na biblioteca, na sala de leitura, e na sala de aula ( com o cantinho de leitura ). Nesses três espaços, o mobiliário deve estar adequado : As estantes devem ser baixas, para que o aluno possa alcançar o livro no momento de apanhá-lo. As mesas e cadeiras devem estar adequadas ao tamanho dos alunos. O acervo de livros deve ser bem variado, estar classificado de acordo com o tipo de leitura, isto é, o gênero textual e devem estar em boas condições de uso.

O aluno deve se sentir à vontade nestes espaços para que fique motivado a ler. Além dos livros, esses espaços podem oferecer textos diversos como charges e textos de jornais e revistas, receitas culinárias, adivinhações e outros, dispostos dentro de uma caixa ( a caixa de leitura ). Esses textos devem ser disponibilizados aos alunos.
O educador deve trabalhar a leitura com o aluno, de modo que este se torne um leitor crítico e depois um autor crítico. Para tal, deverá oferecer todos os elementos citados acima.

A leitura e a produção de textos são atividades essenciais ao desenvolvimento global do aluno, para que este se torne um cidadão crítico, reflexivo e criativo, capaz de ajudar a transformar a sociedade na qual estiver inserido, para melhor, tornando-a mais justa e igualitária.



 Cássia Ravena Mulin de Assis Medel Professora e Orientadora Pedagógica do CIEP Brizolão 277 João Nicoláo Filho e da E. M. Prof. Ewandro do Valle Moreira, localizadas no município de Cantagalo-RJ

Leitura: Um objeto de Aprendizagem

Para a leitura se tornar um objeto de aprendizagem efetivo é necessário que tenha sentido para o aluno e que, nela, ele possa reconhecer diferentes propósitos sociais: ler para informar-se, ler para escrever, ler para resolver problemas práticos, ler pelo prazer de descobrir outros mundos, ficcionais ou não. Sabe-se que, para cada uma dessas modalidades, determinados processos de leitura são acionados. Num texto informativo, o leitor seleciona aquilo que deseja saber; numa leitura por prazer, poderá centrar-se nos fatos mais do que nas descrições, suprimir trechos ou reler aqueles que considere especiais, apropriando-se do texto segundo a sua vontade e ritmo pessoal.
Portanto, ler é mais do que decodificar mecanicamente o sistema de signos. No ato de ler, o leitor atribui significados ao texto para poder compreendê-lo, e o faz, via de regra, a partir de experiências anteriores. Essas experiências podem ser adquiridas em diversas situações, inclusive em leituras anteriores. Daí a importância de criar oportunidades para que as crianças tomem contato com variadas linguagens, tanto verbais quanto não-verbais.

Texto de: Regina Carvalho e Vera Regina Anson
"A grande aventura" - Alfabetização